escrevo sobre você
não por que você é minha lembrança favorita, mas sim por que ainda existe tanta dor acumulada em meu peito, tanto nó criado na garganta, tanto medo e insegurança a qual eu sinto e não conto a ninguém.
passaram-se anos após o nosso fim, mas eu ainda sinto tudo.
e sempre me vejo refém de tudo que teu amor me causou, de todos os dias chorando por acreditar que suas decisões era culpa minha.
espero que um dia não exista mais nada
a ser dito ou escrito sobre você.
me falta algo que está em você, porém mesmo que tu saiba disso, fez questão em negar aquilo que deveria ser espontâneo. e continua a negar. não pretendo mais me arrastar e acumular mais feridas; eu não quero mais correr atrás de quem me quer distante. a tua meta foi apenas me usar e sugar toda minha vitalidade; ação bem egoísta da sua parte, já que eu vivia por você, por nós. minha prioridade atualmente tem sido tampar todos os buracos e buscar desesperadamente por preenchimento. eu me coloquei numa situação amarga e perigosa, estive todo esse tempo me derramando aos pés de quem não me recarregava. perdi, além do meu tempo, muita energia e estou cansado. agora eu quero repousar; quero um ombro para chorar; quero um abraço e alguém que me escute.
essas palavras são a última coisa que faço em teu nome b,
eu to levando tudo e não volto
guarde o que puder de mim
sempre me faltaram palavras para descrever o que senti ao te ver chegar.
[e ainda faltam enquanto te vejo partir]






